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À conversa com Rui Bandeira

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Revista Amar – Depois da presença, em junho de 2015, n`“O Festival PORTUGAL Internacional de Montreal”, um regresso ao Canadá para um espetáculo na área da Grande Toronto, dedicado ao Dia dos Namorados. Ansioso por esse momento?
Rui Bandeira: “Sim! Sem dúvida muito ansioso por esse dia! É sempre um privilégio cantar para os nossos emigrantes! Estou muito feliz por voltar a Toronto e poder levar as minhas músicas até vós!”

Revista Amar – O que o público português pode esperar do seu espetáculo em Mississauga, Ontário?
Rui Bandeira: “Podem esperar um espetáculo dinâmico, com muita alegria e romantismo à mistura! Irei cantar os maiores sucessos e algumas músicas novas do meu último álbum! Conto com uma sala cheia para juntos fazermos a verdadeira festa à portuguesa!”

Revista Amar – Muitos artistas nacionais costumam afirmar que há um sentimento diferente quando cantam para as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. Partilha desse sentimento?
Rui Bandeira: “Partilho desse sentimento! Costumo dizer que os Portugueses que vivem fora de Portugal, são mais Portugueses do que os que vivem cá dentro! Dão outro valor a tudo o que é Português! São mais patriotas e sabem receber muito bem os artistas do seu País! Isso tem acontecido por todos os países que tenho atuado!”

Revista Amar – Que mensagem quer deixar aos luso-canadianos antes do seu espetáculo em fevereiro?
Rui Bandeira: “Quero desde já convidar todos a fazerem comigo esta grande festa de Valentine’s Day! Vai ser uma noite especial! Não deixem para a última hora! Os lugares são Limitados!”

 

“Estou neste momento a preparar 3 novos Singles para o próximo ano de 2016! Estas novas músicas farão parte de um CD que sairá apenas em 2017!”

 

Revista Amar – Depois de “15 anos”, que reunia os maiores êxitos do percurso musical, o Rui lançou o trabalho discográfico “Sente” (2015). Como está a ser recebido pelo público este seu novo álbum?
Rui Bandeira: “Graças a Deus está a correr muito bem! Este novo CD tem 10 músicas originais e 5 das quais têm presença assídua nos meus Concertos! O público recebeu muito bem este trabalho! Inclui 2 Kizomba’s Latinas, bem ao meu jeito, como costumo dizer! É um Disco que convido a conhecer!”

Revista Amar – Este trabalho discográfico apresenta uma fusão de dois estilos muito apreciados pelo público português: a música latina e a kizomba. O que o motivou a apostar nestas sonoridades?
Rui Bandeira: “A Kizomba está na moda! Não estava muito virado a ir atrás das modas, mas resolvi tentar!!! Porque não? Graças a Deus correu bem! Em relação à música latina é algo que já faço à muitos anos e o público já se habituou a me ouvir! A fusão destes dois estilos acabou por funcionar muito bem! Estou muito feliz com o resultado final!”

Revista Amar – é um cantor que procura estar atento às novas tendências musicais, e dar ao público aquilo que deseja consumir musicalmente?
Rui Bandeira: “Sim gosto de estar atento a tudo o que se faz no momento! Nem sempre vou atrás das modas! Acho importante estarmos atualizados sobre as tendências, mas tento sempre, nas minhas canções ter o meu cunho pessoal e não defraudar o meu público!”

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Revista Amar – O que pode apontar como os melhores e os piores momentos desta sua carreira musical que já leva mais de 15 anos?
Rui Bandeira: “Tenho tido ao longo de quase 17 anos de carreira profissional, momentos muito altos e outros baixos! Os baixos nem vale a pena lembrar! Ficam pra mim! Prefiro falar de vitórias e esquecer as derrotas! Considero que os altos além da vitória no Festival da Canção de 1999, foram os 2 DVD’s que gravei até ao momento! O primeiro DVD em 2006 que se chama “Rui Bandeira Ao Vivo” e o segundo em 2010 “Rui Bandeira – Coliseu”, gravado no mítico Coliseu do Porto. São espetáculos que me marcaram imenso e que ficaram registados para mais tarde recordar!”

Revista Amar – Quais os projetos imediatos para 2016?
Rui Bandeira: “Estou neste momento a preparar 3 novos Singles para o próximo ano de 2016! Estas novas músicas farão parte de um CD que sairá apenas em 2017! Além disto, a minha grande prioridade são os Concertos que já tenho agendados para este ano de 2016, que passarão por Portugal, França, Suíça, Alemanha, Canadá, EUA e Austrália.”

“A minha Fé em Deus continua intacta! Devo-lhe tudo o que sou! Tenho uma música que fala disso mesmo! Chama-se “A Luz que Me Guia”.”

Revista Amar – O Rui é sobretudo conhecido pelos seus grandes cabelos loiros e pelos olhos azuis. Sente que esses dois componentes ajudam a reforçar a sua imagem de cantor romântico?
Rui Bandeira: “Costumam dizer que é a minha imagem de marca! Mas prefiro ser conhecido pela minha voz e pelas musicas que canto!”

Revista Amar – Cantor, músico e compositor. Qual destas facetas gosta mais?
Rui Bandeira: “Gosto igualmente das três! Todas elas são muito importantes na minha vida! As mais visíveis para o público são a de Cantor e Músico, porque também toco Piano e Guitarra nos meus Concertos! A de Compositor não tão visível, mas de grande importância! Sem ela, as músicas não apareciam!”

Revista Amar – Deus parece ser uma figura omnipresente na sua vida pessoal e musical. Passados tantos anos, como está a sua relação com Deus?
Rui Bandeira: “A minha Fé em Deus continua intacta! Devo-lhe tudo o que sou! Tenho uma música que fala disso mesmo! Chama-se “A Luz que Me Guia”.”

“Criou-se uma ideia nas pessoas em geral, que ser artista é uma profissão fácil e de ganhos extraordinários! Hoje em dia, as nossas televisões vendem essa ideia errada!

Revista Amar – Foi a participação no Festival da Canção, em 1999, que deu o pontapé de saída para a carreira artística de Rui Bandeira. Olhando para trás no tempo, esse momento foi efetivamente o dínamo que precisava para abraçar em definitivo uma carreira musical?
Rui Bandeira: “Para me tornar um Artista profissional sim! No entanto o meu trajeto como músico e cantor começou bem antes! Comecei em 1988 a tocar e cantar numa Igreja Evangélica! Foi aí que aprendi as bases do que sou hoje!”

Revista Amar – O festival Eurovisão da Canção parece estar em perder a “graça” de outros tempos. Para si que já teve a oportunidade de representar Portugal – com a canção “Como Tudo Começou” (1999) -, como vê o festival nos tempos de hoje?
Rui Bandeira: “O Festival da Eurovisão é dos eventos mais vistos no mundo inteiro! Eu tive esse privilégio em representar Portugal! Agora as coisas são bem diferentes! Votações telefónicas! Muito show-of! Ligam mais às coreografias do que às músicas! Países que por estratégia política votam uns nos outros! Etc… Antigamente só tínhamos o Festival da Canção e a Eurovisão, agora existem outros formatos de programas, bem mais apelativos!”

Revista Amar – Com o país a atravessar momentos difíceis – uma realidade que é cada vez mais global -, concorda com aqueles que dizem que é (ainda) mais complicado viver da música em Portugal?
Rui Bandeira: “Sim sem dúvida! Cada vez se torna mais difícil viver exclusivamente da música em Portugal! Criou-se uma ideia nas pessoas em geral, que ser artista é uma profissão fácil e de ganhos extraordinários! Hoje em dia, as nossas televisões vendem essa ideia errada! Nem tudo o que vai à televisão é sinónimo de espetáculos e trabalho! A grande maioria só fazem aparições nas TV’s!!! Concertos e espetáculos nem todos conseguem fazer!”

Revista Amar – Que outros projetos gostaria de abraçar fora da música?
Rui Bandeira: “Honestamente não me vejo a fazer outra coisa na vida! Graças a Deus que tenho um público que me acompanha à muitos anos e tem sempre me apoiado ao longo dos anos!”

Revista Amar – Qual o papel da família no desenvolvimento da sua carreira musical ao longo dos anos?
Rui Bandeira: “A Família tem um papel fundamental na minha carreira! São os meus maiores críticos sem dúvida! Mas também estão sempre do meu lado! Nas vitórias e nas derrotas!”

Revista Amar – A crescente sensação de insegurança no mundo é algo que o preocupa?
Rui Bandeira: “Preocupa-me e muito! Cada dia que passa penso mais nisso! Mas acredito que algo terá de mudar! A humanidade tem essa responsabilidade de inverter esta situação que nos deixa tão inseguros!”

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“Quando canto com ela [Bárbara], emociono-me! Fico de Coração cheio! Sou um Pai babado!”

Revista Amar – A sua filha, Bárbara Bandeira, parece ter herdado o gosto pela música, tendo, por exemplo, surpreendido nas audições do The Voice Kids Portugal, edição transmitida pela RTP1. Até onde pode ir a jovem cantora?
Rui Bandeira: “Acredito que pode ir muito longe! Tem imenso talento! Tudo vai depender dela! Para já tem o Single de Estreia “CRAZY” que saiu à poucas semanas e poderão ver o vídeo no YouTube! Quanto ao futuro dela, vamos aguardar por novidades!”

Revista Amar – Pai e filha já cantaram juntos, vindo à memória o tema “Tu és parte de mim”. A cumplicidade e a simbiose, essas, aparecem com naturalidade em palco. Mas, verdadeiramente, o que sente quando canta com a sua filha?
Rui Bandeira: “Sinto um enorme orgulho! Nunca forçamos a Bárbara a cantar! Foi tudo muito natural e sempre apoiamos as decisões dela! Quando canto com ela, emociono-me! Fico de Coração cheio! Sou um Pai babado!”

Revista Amar – Podemos esperar, em breve, uma digressão musical de pai e filha pela diáspora portuguesa, em particular da América do Norte, incluindo o Canadá?
Rui Bandeira: “O futuro a Deus pertence! Não temos nada agendado os dois! A Bárbara tem 14 anos, tem escola! Não é fácil conciliar a vida de artista com a de estudante! No verão isso é mais fácil!”

Desde já agradecemos a amabilidade do Rui Bandeira para estar à conversa com a Revista Amar. Votos de muito sucesso para o futuro. Marcamos de novo encontro, no próximo dia 13 de fevereiro no Oasis Convention Centre, em Mississauga.

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