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Soraia Mejdoubi & Paulo Filipe

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Soraia Mejdoubi começou a tomar os primeiros passos da sua carreira artística em 1994, quando competiu para o festival de música patrocinado pela estação de televisão YTV – Concurso de Canto YTV.
Ao longo da década de 90, Soraia teve oportunidade de mostrar as suas capacidades como cantora, intérprete e autora.
No início do novo milénio, começa a colaborar em vários projetos com cantores das comunidades portuguesas e latino-americanos em Toronto, em espetáculos ao vivo e fazendo gravações vocais.
A experiência de uma vida dedicada à música enriqueceu o seu estilo único de cantar. O tempo moldou a sua voz e alma até que o Fado entrou no seu coração.
Há quase uma década, Paulo Filipe tem realizado concertos em diversos locais, manifestações culturais e artísticas, bem como programas de televisão e estações de rádio em toda a América do Norte e Portugal. Aos poucos, foi conquistando o seu lugar no panorama musical da canção nacional mais Portuguesa – o Fado, para muitos apontado como a versão portuguesa dos Blues na América do Norte.
Desde o seu álbum de estreia, Lençóis de Fado (2007) até ao seu mais recente, Caminho de Rimas (2014) Paulo tem mostrado o seu lado tradicional e assim, sendo convidado a representar Portugal perante figuras emblemáticas das comunidades lusófonas e entidades governamentais.
Dois rostos da comunidade portuguesa que a paixão pela música e a vida artística juntou. Duas almas que o Fado – da palavra latina “fatum” (que significa destino), uniu e transformou numa história de amor.
Um amor que começou à base de uma amizade, amadureceu com o respeito mútuo, e se materializou mais tarde com o nascimento da filha de ambos (em 2013). O lema de vida, esse, passa por viver o dia a dia, amar, respeitar os outros, e ser feliz. editada_DSC_0108
Noivos há pouco mais de um ano – ainda que se conheçam e vivam juntos há alguns anos – Paulo e Soraia apontam para o casamento, ainda sem data e local concretos. Fica no entanto a certeza: “Vai ser um matrimónio muito íntimo, só para a família mais próxima.”

Em mês dedicado ao Dia de São Valentim, a revista Amar decidiu dar a conhecer um pouco desta história de amor que o Fado uniu.

Revista Amar – Como está a vossa agenda para o fim de semana de São Valentim?
[Paulo] – “O nosso fim de semana de São Valentim é sempre ocupado com a nossa família. O meu sogro faz anos no dia 14 de fevereiro. Portanto, é um aniversário à porta, o restaurante está sempre ocupado no Dia de São Valentim. Habitualmente, vimos cá almoçar ou jantar. Depois … o resto, o amor é em casa [risos]. (…) Todos os dias, é dia de amor.”
RA – Enquanto casal, deixam-se levar pela onda comercial que está associada ao Dia dos Namorados?
[Paulo] – “Eu tento não deixar, mas sou culpado, porque ainda ontem fui comprar algumas coisinhas, não só para a minha parceira, para a minha mulher, mas também para a minha filha, que é o outro amor na minha vida.”
[Soraia] – “Acho que nesse caso é importante celebrar o Dia de São Valentim que é uma data especial durante o ano e continuar a celebrar para a nossa filha.”
RA – Já que estamos a falar do Dia dos Namorados, podem resumir como começou a vossa história de amor?
[Soraia] – “Começou mais por nos conhecermos através dos espetáculos de fado. Eu e o Paulo sempre cantávamos juntos. Não sempre, também cantei com vários artistas, mas foi sempre mais com o Paulo. E para ser sincera, a primeira vez que o vi foi aqui no restaurante (Lisbon by Night). Ele veio para participar numa festa que eles estavam a fazer com o ‘Amor de Artista’ há vários anos atrás. Por acaso, eu até fiz assim uma coisa com a minha mãe a rir-me dele, porque ele parecia que era o ‘mini Elvis’. Eu chamava-lhe mini Elvis. Mas quando ele entrou foi a primeira pessoa que eu vi. Já conhecia algumas pessoas que estavam envolvidas nesse projeto, mas foi a primeira vez que tinha visto o Paulo. (…) A minha mãe gosta muito do Elvis! Iria gostar dele como genro [risos].
Depois, a gente começou a cantar juntos. Ele começou a se lançar mais com a carreira de fado. Eu não gostava muito do Paulo. Não era pela necessidade de ter competição com o Paulo, ou porque ele cantava fado e eu também cantava fado. Não gostava do fato dele ser muito calado e de não conviver muito comigo. Mas depois começámos, pouco a pouco, a ficar mais amigos, a conhecermo-nos um bocadinho mais, tirar mais fotografias, a compartilhar mais um bocadinho da nossa vida. E nesse caso, começámos a desenvolver uma amizade e, daí, desenvolveu o amor.”
[Paulo] – “O que ela disse, é verdade. O nosso amor começou à base de uma amizade. E acho que toda a relação amorosa deve começar com uma amizade. (…) Porque é a fundação de um casal.”

“Agora já somos três. Temos outras perspetivas na nossa vida. Queremos dar o melhor para a nossa filha. E temos que pensar sempre, primeiro, mais nela do que em nós.” – Soraia Mejdoubi

RA – O que mudou nas vossas vidas com a chegada da vossa filha?
[Paulo] – “Mudou muito. A minha maneira de ser. Tenho que ser mais respeitoso na maneira como eu falo, na maneira como eu convivo com a minha filha. E não só. O nosso dia a dia já não é só nós dois. Agora são três. Portanto, mudou para o melhor. Penso que não voltava atrás. Aquilo que nós temos hoje, gosto. Confesso que quando era mais jovem não queria ser pai, não queria ter filhos. Mas, com a idade, a gente muda. (…) Temos aquela época certa. Depois, eu comecei a querer ser pai antes dos 30. E aconteceu, com 28, nós já estavávamos à espera da Zaniah – que nasceu em 2013.”5_3
[Soraia] – “Agora já somos três. Temos outras perspetivas na nossa vida. Queremos dar o melhor para a nossa filha. E temos que pensar sempre, primeiro, mais nela do que em nós.”
RA – O Paulo fez o pedido de casamento à Soraia, no ano passado, durante o Winterfest. É verdade?
[Paulo] – “É verdade. Nós já nos conhecíamos quase há 10 anos. Já estávamos a namorar há quase dois anos. E já vivíamos uma vida de casal. Mas eu queria oficializar a nossa vida em conjunto. Então, fui à procura de um anel. Comprei o anel. E depois, meses antes de pensar na data, quis falar primeiro com os meus sogros (…); eu queria fazer uma coisa à moda antiga. Vim pedir a mão da filha em casamento. (…) Os pais disseram que sim. Que já tinham aberto a sua porta para mim há muito tempo. Que isso não ia mudar nada. Mas eu queria fazer uma coisa mais concreta. Depois, pensei sobre qual a melhor data. Pensei no Dia de São Valentim, pensei nos anos da Soraia – dia 31 de março – mas não queria fazer as coisas numa data tão óbvia em que ela já está à espera que algo aconteça. (…) Como ela foi convidada para participar no Winterfest do Happy Travellers para cantar lá, e eu também ia, vi que a melhor oportunidade era fazer nesse palco.
(…) Eu pedi a Soraia em casamento depois de cantar. (…) Nós temos uma canção, que está incluída no meu último trabalho, chamada “Por um dia”, e ela entra no palco a cantar comigo. Depois de cantar juntos, eu retiro-me do palco. Mas antes de me retirar do palco, comecei a falar um pouco com o público, a falar da nossa história – e a Soraia ali a pensar o que é que este ‘gajo’ está ali a falar – (…); o pessoal que estava lá, não conhecia a nossa história, nem sabia que nós estávamos a namorar. Eu ajoelhei-me e pedia-a em casamento. O público ficou entusiasmado, bateu palmas. (…) Foi uma coisa bem pensada, mas eu estava super nervoso naquele dia.”
RA – Foi uma surpresa para a Soraia?
[Soraia] – “Não estava à espera. Já fazíamos vida de casal. Não é um anel ou uma peça de papel que vai fazer a diferença. Já temos uma filha. Nós gostamos muito um do outro. Temos muito respeito um pelo outro. Vivemos muito em família.”
RA – Qual a maior qualidade e o maior defeito que encontram um no outro?
[Soraia] – “Como somos um casal e temos uma filha pequenina, nas alturas de dificuldade, quando eu perco a paciência, o Paulo está sempre lá com paciência. Quando o Paulo perde a paciência, eu é que tenho a paciência. Nós somos assim metade-metade. Nós completamo-nos. Isso faz muita diferença e é muito importante num casal.”
[Paulo] – “Eu não consigo pôr defeitos, porque eu só sei ver os meus defeitos. O meu defeito é não mostrar o amor que eu sinto. Sou uma pessoa muito fechada. Eu sei mostrar o meu amor nas horas necessárias, mas não sou aquela pessoa que diz – ‘Amo-te’, só pelo sim e pelo não, a qualquer hora do dia. Já a Soraia é diferente. Ela está sempre a dizer – ‘Eu amo-te’ – e eu às vezes não respondo. Isso não é porque eu não a amo, mas porque sou uma pessoa assim. Esse é o meu defeito, o de não mostrar o amor que eu sinto pelas pessoas.”

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“A educação musical foi o que me ajudou mais a entender o que é a música, a tocar instrumentos, e a usar mais a voz.” – Soraia Mejdoubi

RA – O seu pai, Valdemar Mejdoubi, um homem da música, que toca vários instrumentos, incutiu em si o gosto pela música. A paixão estava lá, ou acredita que sem esse suporte, teria sido mais difícil abraçar o mundo da música?
[Soraia] – “A paixão já vem desde pequenina. Mas o meu pai sempre esteve muito envolvido e acho que esse envolvimento com a música, diariamente, me ajudou a gostar ainda mais dessa arte. Eu faço outros tipos de arte, não é só a música. Também gosto de pintar, também estive sempre envolvida na dança. Portanto, sempre fiz muitas coisas com a minha vida em torno da arte. Mas cantar, cantar, acho que começou vendo o gosto do meu pai cantar. Ele sempre cantou aqui no restaurante. Já cantou em outros restaurantes também. Mudou-se para o Canadá com um contrato como cantor e músico. Portanto, é uma coisa que já vem desde que sou pequenina. (…) A educação musical foi o que me ajudou mais a entender o que é a música, a tocar instrumentos, e a usar mais a voz.”
RA – O fado entrou no seu coração, e hoje muitos veem-na como uma fadista que enriquece a comunidade portuguesa em Toronto, Canadá. Mas o que a faz realmente gostar de cantar o fado?
[Soraia] – “Gosto de cantar todo o tipo de música. Comecei a cantar música ligeira. (…) O fado, comecei a gostar mais talvez pela vida, pelas mágoas que passei na minha vida, e talvez também pela experiência de ter trabalhado aqui no restaurante, em que este palco foi pisado por tantos artistas, muito conhecidos no mundo inteiro. Até a Amália Rodrigues, que veio cá almoçar e jantar. (…) Havia sempre fadistas que vinham cá cantar. E ainda hoje são contratados para vir cá cantar no restaurante. Só que, nessas noites de fado, eu fugia. A sério! Eu ia lá para cima (…) Eu não ouvia os artistas cantar. Para mim, fado, no meu tempo de criança, era uma coisa … eh pá, isto é aborrecido, é música dos velhos. Era o que eu dizia quando era criança. Não aproveitei a educação, talvez, com fadistas e grandes vozes do fado. (…) Mas a nossa vida muda, e comecei a aperceber-me melhor dos poemas do fado, a gostar mais do tipo de música. Um bichinho acordou cá dentro e comecei a gostar mais de fado.”
RA – O género Trance/Techno e House liberta-a da saudade e melancolia do Fado?
[Soraia] – “Já me libertou mais do que hoje em dia. Já não tenho tanto tempo para me dedicar a fazer o meu próprio estilo de música. (…) Seja qual for o tipo de música, escrevendo um poema ou uma coisa que seja mais triste, também pode ser ligado ao fado. Hoje em dia, temos muitas pessoas a cantar fados que estão noutro estilo de música. Mas sim, acho que é como se fosse uma libertação, leva-me para outro lado. (…) Para mim, a música em geral, é uma libertação do nosso espírito.”
RA – Como se sente ao participar em canções do Paulo Filipe, e como é vivida a química em palco?
[Soraia] – “Como já vivemos uma vida de casados, acho que a química é ainda maior. Já nos conhecemos de outra maneira, em que não é só o canto que nos liga. No caso de cantar com ele no palco, eu gosto muito. Acho que toda a gente pensa que esse fado (Por um dia) é um dos fados mais lindos que nós cantamos em conjunto. (…) É um fado que nos liga um ao outro e tem muito a ver com o nosso dia a dia. Eu não quero que o Paulo me deixe! E o Paulo diz que também não quer que eu o deixe. Portanto, nós vivemos aquela química, aquele amor no palco. Às vezes, pomos muita gente a chorar por causa desse fado.”
RA – Algum outro projeto futuro em vista que queira partilhar com os leitores da revista Amar?
[Soraia] – “Estou a pensar fazer uma exposição das minhas pinturas, porque eu também gosto muito de pintar. Já tenho alguns trabalhos completados. E neste momento, ainda estou a tentar adicionar mais. Mas tenho a certeza absoluta que daqui a uns poucos meses terei essa oportunidade de fazer então uma exposição do meu trabalho artístico e das minhas pinturas.”

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“O fado é a minha zona de conforto. Porque já canto o fado há 10 anos.” – Paulo Filipe

RA – A sua carreira profissional começou em 2006, quando participou num projeto da comunidade portuguesa conhecido como “Amor de Artista”. Dez anos depois, que avaliação faz do percurso e sucesso alcançados?
[Paulo] – “O meu sucesso foi atingido através do projeto Amor de Artista. Eu aprendi muito, porque antes do Amor de Artista, eu não conhecia ninguém na comunidade portuguesa. Nasci em Toronto, fui viver para Portugal com 8 anos de idade. Regressei com 12. Mas (…) eu não tinha ligação nenhuma à comunidade portuguesa. Foi só a partir deste projeto que eu comecei a cantar fado. E aprendi muito, porque quando comecei a cantar, nem sequer cantava fado. Cantava outro género musical.”
RA – Desde o seu álbum de estreia, Lençóis de Fado (2007) até ao seu mais recente, Caminho de Rimas (2014), o Paulo tem mostrado o seu lado tradicional. O fado é realmente a sua zona de conforto ou está aberto a experimentar novos estilos musicais?
[Paulo] – “O fado é a minha zona de conforto. Porque já canto o fado há 10 anos. Mas se repararem, no primeiro álbum, eu cantei uma versão de Lençóis de Fado em espanhol. No segundo álbum, eu cantei um outro tema intitulado Nights in White Satin dos Moody Blues em inglês. E vou continuar sempre a fazer isto. No próximo disco, hei de cantar em italiano. No seguinte, em francês. Nos espetáculos que eu canto no dia a dia, eu canto em outros idiomas. Dá-me um regozijo enorme poder cantar em outros idiomas, porque a música não tem barreiras, não há limite. Gosto de aprender outros idiomas. (…) Os meus estilos musicais, por enquanto, são o fado. Mas estou a mudar cada vez mais para outros estilos. Canto de tudo, desde que a canção consiga tocar no meu coração e eu consiga transmitir aquela emoção que foi escrita na poesia.”
RA – Para quando um novo álbum?
[Paulo] – “Por enquanto, não estou a fazer mais novos trabalhos. Vou começar a fazer singles. De vez em quando, vou lançar um tema diferente. Faço um videoclip, porque ultimamente tenho feito vários videoclips para o último trabalho. Estou no processo de fazer mais dois este ano. (…) Depois vou começar a gravar singles. Lançar uma música de cada vez, para dar mais destaque às canções e para poder me envolver ainda mais.”
RA – Que outros projetos tem para a sua carreira profissional?
[Paulo] – “Estou cada vez mais apaixonado pela música de Ópera, pela música clássica. Estou a treinar com uma professora de canto. Por enquanto é isto. A Ópera não é só cantar. É também fazer espetáculos, peças de teatro. Penso que a Ópera é a arte mais difícil de poder transmitir, porque temos de cantar ao vivo, temos que atuar, temos que nos preparar. Mas vou tentar ir por este caminho, porque é uma coisa que eu sempre gostei. Antes de cantar fado, gostava muito de cantar Ópera e música clássica em casa.”
RA- Em 2011, a fadista Mariza realçou que o fado “antes de ser um Património Imaterial da Humanidade é um património nosso”. Como interpretam estas palavras?
[Paulo] – “O fado é nosso, o fado é português. O fado é lisboeta, nasceu em Lisboa. O fado é música urbana, cresceu com popularidade e espalhou-se por Portugal. E depois, com a emigração, espalhou-se pelo mundo inteiro. É uma coisa que é nossa. Só nós podemos interpretar aquela música. É uma estrutura musical que é criada e depois cada fadista põe a sua poesia na estrutura musical. É uma coisa que é portuguesa, porque é difícil encontrar este estilo musical em outra parte do mundo. O fado é, muitas vezes, comparado com outros géneros, tais como o Jazz, Blues, porque não temos outra maneira de explicar ao povo o que é o fado. Para mim, o fado é uma música que reside na nossa alma, que cada pessoa canta à sua maneira. (…) Mas agora o fado é de todos. E eu concordo que o fado seja de todos, porque o fado já está no mundo.”
RA – Qual a importância da família no sucesso das respetivas carreiras?
[Soraia] – “Acho que é muito importante. Sempre tive a ajuda dos meus pais nesse sentido. (…) É muito importante ter uma boa família e um bom apoio. É isso que eu quero para a minha filha.”
[Paulo] – “Para dizer a verdade, eu nunca tive o apoio dos meus pais. Os meus pais separaram-se quando eu era novo (com 8 anos de idade). Vivi com a minha mãe, durante muitos anos. Depois fui viver só com o meu pai. A partir dos 17, comecei a viver sozinho. (…) O meu apoio foi sempre dos amigos e depois de conhecer a Soraia, e a família dela, os meus sogros é que são os meus melhores amigos. O meu apoio familiar vem do lado da minha esposa.”
RA – Num mundo cada vez mais dominado pela Internet, novas tecnologias e redes sociais, acreditam que os artistas da música têm a vida mais facilitada?
[Paulo] – “Tem dois lados. Primeiro, é mais fácil divulgar a música, porque toda a gente tem acesso à Internet. Eu tenho o meu website, os meus discos estão disponíveis para comprar online. Os meus videoclips estão todos no Youtube. Até músicas minhas estão a passar nas rádios online, em França, na Suíça, seja onde for. Onde há portugueses, o fado está lá. É fácil divulgar, muito mais. Mas também as pessoas já não vão aos espetáculos, porque já ‘mataram’ a curiosidade, ouvem aquilo que querem em casa, veem os espetáculos na Internet. Já não se dão ao trabalho de sair, de comprar um bilhete, de ir ao espetáculo ou ficar até tarde. Portanto, tem os dois lados. É bom e não é.
Mas um artista para ser um artista, tem de ter as suas coisas na Media online. Se a pessoa não tem Instagram, se não tem Twitter, se não tem Website, não és artista. Já contactei várias companhias que representam artistas e se tu não tens website eles não podem fazer nada por ti. Tens de ter alguma coisa na Internet.”
[Soraia] – “Concordo com o que ele disse. Acho que hoje em dia é muito fácil divulgar o nosso início de carreira. O Justin Bieber também começou assim. Muitas pessoas que hoje em dia são bem conhecidas começaram na Internet. (…) Por outro lado, há mais concorrência.”

Na hora da despedida, agradecemos a amabilidade da Soraia e do Paulo Filipe para estar à conversa com a Revista Amar. Foi um prazer enorme.
Marcamos encontro numa casa de espetáculos, esperamos, muito brevemente.

 

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