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Domingo - 23 de Julho, 2017
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Sarah Pacheco

Fotografia: Jason Martins e Pedro Marques

“Estou inquieta
para toda a gente ouvir
este novo trabalho”

 

A voz doce da comunidade portuguesa de Toronto está de volta e promete encantar tudo e todos.
Depois de Stand By Me, em 2015, ano em que celebrou 25 anos de carreira, Sarah Pacheco está já a preparar novo CD, com lançamento previsto na primavera de 2017.
O novo trabalho discográfico, totalmente em português, deverá ser chamado de «Olhos Negros», título de uma das canções que ela gravou no Verão e que conta já com um vídeo oficial, disponível para visualização no Youtube.
Uma nova versão daquela que é considerada uma das melodias mais emblemáticas da ilha Terceira, Açores, constando de inúmeras gravações de grupos de folclore, sendo referenciada como “popular”, embora a sua melodia indicie ser obra de autor desconhecido.
É um bocadinho mais moderna, tem o meu canto”, diz Sarah Pacheco, acompanhada pela mãe Milú Pacheco, durante a entrevista à Revista Amar sobre o projeto em desenvolvimento. Para a artista luso-canadiana, esta era uma boa altura para lançar mais material e apresentar um repertório musical mais recente.
O álbum, com um estilo pop e alguns registos de fado e guitarra portuguesa, deverá incluir um total de 12-13 canções, sendo que cinco serão canções originais – que ela escreveu, contando com o apoio da mãe – e as outras (covers), umas canções mais velhinhas, uns clássicos, que ela sabe que o pessoal vai reconhecer e gostar.
Estou inquieta para toda a gente ouvir este novo trabalho”, confessa.

 

 

Se há trabalhos que ganham um estatuto de transcontinental, este é um deles. O inevitável Hernâni Raposo, de Toronto, é responsável pela produção de algumas músicas. Um envolvimento que é fácil de explicar. – “Porque ele é fantástico. É quase como um tio para mim. Temos uma relação muito especial. Ele já me conhece desde pequenina. Foi com ele que comecei a gravar os meus CD’s”, lembra Sarah Pacheco.
Mas este trabalho passa também pelas mãos e mestria de Isaac Hasson, um músico profissional, compositor e produtor de discos em Los Angeles, Califórnia, que já trabalhou com nomes como Selena Gomez e Demi Lovato, o qual tem gravado a voz da Sarah lá, no estúdio.
O projeto musical inclui ainda a participação de Cosimo Crupi, envolvido na produção de um dos temas do novo trabalho, e de David Navarro, de Portugal. Caso para perguntar a Sarah como surgiu esta parceria com David Navarro. – “Somos muito amigos”, responde. “Eu escrevi uma canção e sabia desde logo que ele iria perceber muito bem a minha ideia. Esse tipo de música é a ideal para ele fazer.
Aqui, as novas tecnologias têm um papel fundamental no facilitar da produção do novo trabalho, mesmo que à distância de um oceano. “Só é difícil por causa do horário, especialmente quando estou na Califórnia (risos)”, admite Sarah.
E como o segredo é a alma do negócio, lá diz o ditado popular, parece estar fechado a sete chaves o nome da participação especial no álbum, situação prontamente justificada por Milú Pacheco. – “Não podemos dizer, mas podemos adiantar que é de Portugal. Queremos guardar a surpresa. E é a razão, porque o CD da Sarah não sai agora, no fim deste mês (novembro). Era para sair. Mas não vai sair, por causa dessa canção (um original que a Sarah escreveu) que vai ser incluída no CD dela e no CD dele.
Já quanto à gravação da canção “Miraculosa Rainha dos Céus”, a frontalidade impera. Este é um single que vai sair em breve, o qual promete surpreender o público. Inclui as vozes de Yasmine Suliman, Barbara Monteiro e Chloe Camara, «três anjinhos» que gravaram as vozes no estúdio de Hernâni Raposo, e que aparecem ao lado de Sarah Pacheco, na capa da edição deste mês.
Para este tema, está também a ser preparado um vídeo, como que a compensar os anos que passaram sem que a cantora mergulhasse no mundo dos videoclips. “Tinha saudades e era já tempo de dar uma imagem mais moderna da mulher que sou agora”, diz Sarah Pacheco.
Quem continua omnipresente nos últimos trabalhos de Sarah Pacheco é Minah Jardim. Depois do sucesso com “Choro do Passado”, incluído no álbum Stand By Me, eis que a dupla continua em grande e dá uma nova roupagem a um fado (canção) que ela gravou há muitos anos atrás.

 

 

Entusiasmada para 2017

 

O ano de 2016 aproxima-se do fim. Momento para Sarah fazer um balanço globalmente positivo. Como um dos pontos altos, ou pelo menos de enorme felicidade, a vitória de Portugal no Euro2016, em França. Confessa admiradora da seleção nacional, e alguém que não perde uma grande competição futebolística em que Portugal está envolvido, Sarah Pacheco conseguiu materializar uma ideia antiga e surgir com uma canção (escrita durante o decorrer do Euro) dedicada à seleção.
Foi tudo tão rápido”, conta-nos. “Telefonei a um amigo (Shawn Lopes) para trabalhar a ideia. Ele fez a música – fez um excelente trabalho. Lançámos no Youtube e a canção (“Força Portugal”) já conta com milhares de visualizações”. Este é, aliás, um tema original que vai ser incluído no novo CD como «bonus track».
No entanto, esclarece que este é um tema que não tem nada a ver com “Força”, single da cantora luso-canadiana Nely Furtado, incluído no álbum Folklore, que foi o hino do Euro 2004, disputado em Portugal.
Mas há também a assinalar a participação no programa de festividades da Semana de Portugal 2016, presença que gostaria de repetir em 2017, ano em que a Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO), a entidade organizadora, comemora 30 anos de existência.
Ou ainda a emoção vivida com a edição dos International Portuguese Music Awards (IPMA) de 2016, onde Sarah Pacheco emergiu como grande vencedora em duas categorias, com as canções: “Meninos Do Huambo” (Traditional Performance) e “Choro Do Passado” (Pop Performance).
“Prova que sou respeitada e apreciada”, diz emocionada. “As pessoas têm gosto no meu trabalho e em tudo o que eu dou para dar um trabalho de qualidade às pessoas.
Otimista por natureza, e salvaguardando-se na sua fé em Deus, Sarah Pacheco não hesita em dizer que tem grandes esperanças para o ano de 2017.
É certo que foi algo vaga, quando afirmou que havia “outras coisas dentro da música” que ela queria concretizar. Mas a mãe levanta um pouco a ponta do véu: “Um projeto que [ela] vem a trabalhar há alguns anos, que envolve muita coisa, mas que deverá ser um enorme passo para a Sarah e que poderá lançá-la no mercado americano”, garante Milú Pacheco.
Cada vez mais confortável na sua nova vida nos EUA, Sarah Pacheco continua, entretanto, dedicada a potenciar uma outra grande paixão, o escrever canções para outros artistas da comunidade e de fora.
Apetece dizer, sem medo e afirmativamente, que a comunidade portuguesa tem muita sorte em poder beneficiar do talento criativo e da linda voz de Sarah Pacheco. Que venha o novo álbum!

 

 

 

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