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Domingo - 23 de Julho, 2017
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Visite Lisboa e MAAT a saudade

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

tornase importante ponto no roteiro cultural da capital portuguesa

A cidade de Lisboa é vista cada vez mais como uma cidade cosmopolita que alia as condições naturais da sua posição geográfica com uma oferta cultural e turística ímpares. Em resultado disso, o número de visitantes na capital de Portugal tem multiplicado nos últimos anos, com todos os operadores e parceiros intervenientes, incluindo o governo, a esfregarem as mãos de contentes com o (esperado) aumento das receitas.
Preparada para receber todo o tipo de turista, do mais simples ao mais exigente, a capital portuguesa ganhou recentemente uma nova proposta cultural, o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, um espaço único em Lisboa que vai estimular o diálogo entre as pessoas, a cidade e o rio (Tejo).
Está situado na zona de Belém, em terrenos conquistados por Lisboa ao rio Tejo no final do século XIX, numa das zonas de maior monumentalidade histórica da cidade onde podemos encontrar, entre outros, o Mosteiro dos Jerónimos, o Centro Cultural de Belém, a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos, o Palácio e Museu da Presidência da República Portuguesa ou a Cordoaria Nacional.
O novo edifício abriu ao público parte do espaço no passado dia 5 de outubro, 2016, representando um investimento de cerca de 20 milhões de euros.
A inauguração oficial contou com a presença do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, o Primeiro Ministro António Costa, o Presidente da Assembleia da República Eduardo Ferro Rodrigues, o presidente da Câmara de Lisboa Fernando Medina, os ministros da Presidência Maria Manuel Leitão Marques, e da Economia Manuel Caldeira Cabral, entre outras entidades oficiais, ainda o Presidente da Fundação EDP António Mexia e a arquiteta Amanda Levete.
Neste edifício, na Galeria Oval, foi inaugurada a exposição Pynchon Park, da artista francesa Dominique Gonzalez-Foerster, que constitui a primeira parte de Utopia/Distopia (com uma segunda parte agendada para março de 2017, que ocupará a totalidade deste edifício). Na Central Tejo, foi inaugurada The World of Charles and Ray Eames, uma exposição retrospetiva sobre o casal de designers que marcaram o século XX, apresentada em parceria com o Barbican Centre de Londres.
O MAAT será a peça central da área de 38 mil metros quadrados que a Fundação EDP ocupa na margem norte do rio Tejo. Aqui, a icónica central elétrica do início do século XX (construída em 1908) e o novo edifício, concebido pelo atelier londrino Amanda Levete Architects, convivem e oferecem uma programação cultural variada. A Central Tejo moderniza-se, mantém a vocação para a ciência e passa a ter quatro galerias. O novo edifício contempla também quatro espaços expositivos num total de cerca de 3 mil metros quadrados.
Os dois edifícios serão unidos por um parque, pensado pelo arquiteto paisagista Vladimir Djurovic, que oferece um espaço exterior de excelência, com circulação livre, nesta zona ribeirinha da cidade de Lisboa.
No seu conjunto, o Campus da Fundação EDP estará concluído em março de 2017.
Nesta fase inicial, a entrada no museu vai custar cinco euros e passará a nove euros em março de 2017, com entrada livre até aos 18 anos e a possibilidade de aquisição de um cartão de membro do MAAT com o preço anual de 20 euros.
A programação está planeada até 2019, e uma das exposições, em 2018, será dedicada a Pedro Cabrita Reis, artista cuja coleção de arte pessoal foi adquirida este ano pela Fundação EDP.

 

 

 

 

 

Horário
Aberto das 12h às 20h.
Encerra às terças-feiras e nos dias 25 de dezembro, 1 de janeiro e 1 de maio.
Os serviços administrativos do museu funcionam de segunda a sexta-feira, entre as 9h e as 18h.

Instalações e serviços
Cacifos (funcionam com uma moeda de 1€, devolvida após utilização);
Máquinas automáticas de venda de bebidas e snacks;
Caixa automática da rede Multibanco;
Fraldário;
Parque de estacionamento público gratuito a 500m do museu;
Parqueamento para bicicletas.

Acessibilidades
O percurso fundamental do museu está adaptado a visitantes com restrições de mobilidade, existindo elevador e rampas para acesso aos níveis superiores. Estão disponíveis duas cadeiras de rodas que podem ser requisitadas na bilheteira.
Existem instalações sanitárias para visitantes com necessidades especiais.

Recomendações
No interior do MAAT não é permitido:
– entrar com mochila, mala ou saco de viagem, nem com guarda-chuva (existem cacifos para guardar estes objetos).
– entrar com animais (com exceção de cães-guia);
– comer, beber, correr ou fumar;
– tocar nas obras de arte;
– fotografar com flash;
– ultrapassar as linhas que no chão assinalam áreas de segurança em torno de obras de arte.

Fotografia: Direitos Reservados – Fontes: MAAT, Lusa, Jornal de Negócios , Jornal de Noticias e Wikipedia

Tiago Samuel

 

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