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Consultadoria Financeira – Alexandre Sousa

Tendo sido convidado para escrever um artigo que se debruce sobre a minha área de atuação profissional, a financeira, resolvi que este deveria tentar esplanar um pouco a ideia daquilo que no meu entender deve ser o papel daqueles que escolheram a profissão do aconselhamento financeiro, mais concretamente em duas vertentes específicas, como os seguros e os investimentos.
Esta é uma área muito sensível. O dinheiro mexe muito com as pessoas e provérbios como “Enquanto há dinheiro, há amigos” ou “ O dinheiro abre todas as portas”, são um excelente exemplo da importância que atribuimos ao vil metal na nossa sociedade.
Ora em época de baixas taxas de juro nos produtos financeiros de poupança e investimento designados de baixo risco e de taxa fixa, como a que vivemos desde alguns anos para cá, conseguir remunerações atraentes para os investidores não é tarefa fácil. Como é normal, qualquer pessoa quererá a melhor taxa de remuneração dos seus ativos, mas correndo o mínimo risco possível.
Pois bem, uma das regras básicas da área financeira na sua vertente do investimento, é a de que “ quanto maior o retorno esperado, maior o risco a correr para o obter”. São raríssimas as situações que poderão fugir a esta regra, pois se assim não fosse, seria fácil enriquecer e a fila de investidores não teria fim à vista.
Assim sendo, considero que a “educação financeira” do cliente é um dos papéis mais importantes do consultor financeiro. Se este conseguir trabalhar no sentido de usar uma linguagem menos técnica e mais generalista (não deixando como é evidente de prestar toda a informação relevante), recorrendo por vezes a exemplos de senso comum, será mais fácil para o cliente perceber que o exemplo anterior faz todo o sentido, acabando por vezes por aceitar outras recomendações de investimento que a partida não seriam expectáveis e as quais nem ele próprio sabia poder vir a estar receptivo. Tem o consultor, para este fim, instrumentos que enquadram o perfil de risco do cliente com a oferta que está à sua disposição.
O conhecimento de algumas regras básicas, de como funcionam alguns produtos e do que se pode esperar destes, e condição fundamental para que mais tarde o cliente não fique surpreendido com algumas remunerações do seu capital, sejam elas desviados no sentido ascendente ou descendente em relação àquilo que se esperava.
A elucidação de como funciona a área financeira e de algumas regras de ouro que afetam a mesma, não deve estar reservada só e apenas aos técnicos e profissionais. O cliente deve ser “educado” pelos intervenientes da área financeira, nomeadamente os consultores financeiros a fim de que o aumento do conhecimento financeiro da população resulte numa melhor proteção e num mais adequado investimento.
Usei um exemplo de uma regra, entre várias, aplicada à vertente do investimento, mas a vida financeira de qualquer pessoa é mais abrangente do que somente esta área. O risco não existe só nos investimentos, onde é mais fácil indentificar alguns riscos como o risco de taxa de juro, da taxa de câmbio ou do risco político de um país. Ele está presente e espalhado por todas as áreas da nossa vida.
Este é outro papel importante do consultor financeiro. Enquadrar a gestão de risco (extra investimento) na vida financeira do cliente.
Na realidade estamos todos sujeitos a sermos confrontados com situações negativas para as nossas vidas decorrentes de riscos que frequentemente esquecemos. As doenças súbitas, vulgo o cancro, os ataques de coração ou as vulgarmente conhecidas tromboses, acontecem a uma cadência muito superior àquilo que pensamos. Se a isto juntarmos um outro conjunto alargado de doenças e também os acidentes, imagine o caro leitor a probabilidade de algo correr mal nas nossas vidas.
Mais uma vez deve o consultor ter um papel ativo no alerta aos clientes acerca destes riscos, fazendo de seguida o devido enquadramento para a construção de uma proteção eficaz e equilibrada.
Tudo isto sera consubstanciado na elaboração de um documento individual para cada cliente chamado de Plano Financeiro que servirá de base a decisões que se admitem como as mais corretas naquele momento.
Este plano é no fundo a junção de decisões de investimento adequadas, com uma proteção de risco devidamente ajustada, que dará ao cliente uma situação de desejável equílibro financeiro, fundamental para vir a atingir os seus sonhos e objetivos financeiros.
Dito assim até parece simples, mas na realidade poderá ser um pouco mais complicado, especialmente sem a ajuda de um profissional da área financeira.
Ligue ao seu consultor financeiro e se por acaso este não lhe sugerir, porque não ser você a abordar a elaboração de um plano financeiro? Afinal de contas estamos a fala do SEU futuro… financeiro.

 


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