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Probióticos – Venessa Barros

 

O suplemento de probióticos é cada vez mais falado e com razão, já que há situações em que são indispensáveis.
Sabe-se que a nossa saúde não pode ser dissociada da flora intestinal, uma vez que é um determinante importante de estados de saúde e doença. Investigações recentes mostram que até na obesidade a flora pode ter um papel preponderante.

Assim, será que precisa de tomar um probiótico?
A melhor forma de ter a certeza é fazendo uma análise às fezes que determine o tipo de microrganismos que habitam o seu intestino. Desta forma poderá ser verificado se existe disbiose – desequilíbrio dos microrganismos que habitam o seu intestino. Avalia-se a flora residente (bactérias), flora passageira (bactérias), fungos, parasitas, vírus e leveduras como a candida albicans (esta não existe só a nível vaginal).
Após a verificação dos resultados seria possível de forma concreta prescrever um suplemento probiótico que, na presença de disbiose deve ser tomado no mínimo 6 meses.

1. O que são os probióticos?
Probióticos são organismos que ajudam a melhorar o ambiente do trato intestinal. Ajudam a restaurar as quantidades equilibradas de bactérias benéficas para criar um ambiente interno mais saudável.

2. Porque devemos tomar probióticos?
Quando não temos suficientes bactérias “boas” podemos ficar doentes.
Sabemos que vários fatores podem provocar o desequilíbrio bacteriano intestinal, entre os quais:
– O uso de antibióticos;
– As viagens (nacionais e internacionais);
– O stress físico e psicológico;
– Os elementos patogénicos (microorganismos como bactérias e fungos que provocam doenças);
– As alterações na dieta;
– O envelhecimento.
Os probióticos podem ajudar a restaurar uma quantidade equilibrada de bactérias benéficas, criando um ambiente mais saudável no trato intestinal. Assim, serve de proteção contra a diarreia, prisão de ventre e outros sintomas intestinais desconfortáveis.

3. Quais são as duas estirpes mais comuns de probiôticos e onde se encontram?
As bactérias Lactobacilius acidophilus encontram-se no intestino delgado superior e inferior, e as Bifidobacterium bifidum encontram-se no intestino delgado inferior e no intestino grosso. A combinação destas duas estirpes pode proteger todo o trato intestinal.

4. Qual é o efeito geral dos probióticos?
A suplementação com probióticos favorece importantes metabolismos internos, como:
– A produção de substâncias como os ácidos naturais (ácido láctico, ácido acético, por exemplo) e fatores antimicrobianos que combatem o crescimento de bactérias nocivas.
– A ativação de células com capacidades imunitárias como os macrófagos.
– A produção de vitaminas B e enzimas (por exemplo a lactase para digerir a lactose).
– A reciclagem das toxinas e a diminuição da sua absorção, como por exemplo nitrosaminas e outras substâncias cancerígenas.
– Possível redução da absorção do colesterol.
As toxinas podem danificar o fígado. Se conseguirem ultrapassar o filtro deste órgão, causam problemas por todo o corpo.

5. Que estirpes de probióticos em suplemento é melhor e porquê?
Recomendamos as bactérias de estirpe humana, estáveis à temperatura ambiente, pelas seguintes razões:
– São pré-adaptadas para crescimento no trato intestinal humano.
– Conseguem suportar a acidez do estômago na presença de comida.
– Conseguem suportar a bílis e outros compostos no trato intestinal.
– Conseguem aderir às células da parede interna do trato intestinal e aí se desenvolverem.
– Mantêm-se vivas à temperatura ambiente e não precisam de refrigeração.

6. Qual é a quantidade apropriada de bactérias para serem eficazes?
Os especialistas concordam que a dose mínima diária é entre 500 mil e mil milhões de células vivas, embora não tenha sido estabelecida uma dose certa. Presentemente não há nenhuma dose diária recomendada (DDR) pelas instituições de saúde governamentais para probióticos. Alguns estudos clínicos demonstraram bons resultados a partir de mil milhões de células vivas.

7. Devemos tomar os probióticos com o estômago vazio ou com alimentos?
Os probióticos devem ser ingeridos com alimentos pelas seguintes razões:
– Poucas estirpes de bactérias conseguem suportar a agressividade da acidez do estômago vazio.
– Os alimentos diluem os ácidos do estômago e os níveis de bactérias mantêm-se.
– Descobriu-se que sobreviveram menos bactérias em indivíduos que jejuavam do que nos outros que se alimentavam.
– A alimentação ajuda à sobrevivência e crescimento das bactérias.

Se não usar probióticos diariamente deve dar atenção especial às seguintes situações:

– Um sistema imunitário enfraquecido: estudos científicos demonstraram que os probióticos podem ativar as células imunitárias, aumentar a atividade das células assassinas naturais e estimular uma maior resposta imunitária. Contudo, são necessárias mais evidências para confirmar o grande alcance dos benefícios dos probióticos sobre o sistema imunitário.
– Uso de antibióticos: os probióticos ajudam a aliviar os sintomas associados ao uso de antibióticos, ao reporem as bactérias benéficas que estes eliminam. Se tomou antibióticos de largo espectro por algum motivo, saiba que deve repor a sua flora intestinal já que provavelmente esta será afetada com a medicação. As floras da pele e da orofaringe são facilmente repovoadas de microrganismos uma vez que estão permanentemente em livre contacto com o meio ambiente exterior. O mesmo não acontece com a flora vaginal e a flora intestinal. Se tomou antibióticos deve repovoar a sua flora intestinal com probióticos. Para o reequilíbrio da flora intestinal pode necessitar de 6 meses de suplementação.
– Candidíase vaginal: este é um efeito secundário típico do uso crónico de antibióticos. Quando tomados com antimicóticos (medicamentos antifúngicos), os probióticos podem ajudar a aliviar o problema. A Candida albicans pode estar em excesso e nem desconfia. A levedura Candida Albicans é um microrganismo componente da nossa flora intestinal, mas potencialmente muito perigoso se proliferar para quantidades não habituais. Pode produzir substâncias que podem ter grande toxicidade alterando e perturbando o funcionamento global do organismo. É comum em casos de doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerosa, doença de Chron), síndrome de cólon irritável, depressão recorrente, fadiga crónica e doenças do espectro do autismo.
Cansaço extremo pode ser sinónimo de existência de cândida. A única forma de a detetar é através de análises às fezes. O tratamento passa por medicação anti-fúngica, probióticos e cuidados alimentares.
– Diarreia: os probióticos são frequentemente eficazes contra agentes que provocam diarreia. Se não fez nenhum teste para avaliar concretamente a sua flora intestinal, há algumas situações em que se justifica a utilização de probióticos. No caso de uma diarreia persistente ou aguda, o melhor é consultar um médico.
-Obstipação: os probióticos são bons para os sintomas intestinais, tal como prisão de ventre, que são causadas por deficiência de bactérias benéficas.
-Elementos patogénicos dos alimentos e da água: os probióticos ajudam a prevenir os sintomas associados a contaminantes da água e da comida e por isso são tão importantes para quem viaja muito.
– Intolerância à lactose: os probióticos podem ajudar o sistema digestivo a produzir a enzima lactase. A deficiência desta enzima é característica nas pessoas intolerantes à lactose, um dos problemas genéticos mais comuns no mundo.
– Colesterol elevado: estudos preliminares indicam que os probióticos podem reduzir a absorção do colesterol, ajudando a controlar o colesterol elevado.
– Cancro: foi demonstrado que os probióticos reduzem a absorção de substâncias cancerígenas como as nitrosaminas.
-Mal-estar intestinal não específico: se o seu funcionamento intestinal é simplesmente irregular, tem flatulência com frequência e o seu estômago está muitas vezes inchado com gás, um probiótico pode ajudar. Melhorará o seu processo digestivo, repovoando a sua flora com microrganismos que produzem menos gases.
-Doenças intestinais: normalmente casos de doenças intestinais beneficiam de probióticos. O mais prudente será fazer primeiro uma avaliação da sua flora intestinal antes de iniciar a suplementação.

Se vai tomar probióticos, faça-o junto com a refeição e escolha probióticos de qualidade já que as bactérias têm de conseguir sobreviver até chegar ao seu intestino para cumprir a sua função.

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Não esqueça… o seu corpo é o seu templo.

 

Fotografia: Direitos Reservados

 

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