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#pedalarparalembrar

 

A inatividade física é um importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças não-transmissíveis, também chamadas ‘doenças crónicas’.
O envelhecimento ativo será determinante para que a saúde e a qualidade de vida acompanhem o aumento da esperança de vida, resultado do sucesso das políticas de saúde pública. O “agrisalhamento” demográfico é, simultaneamente, uma das maiores conquistas e um dos principais desafios da humanidade.
A promoção de modos de vida mais saudáveis em todas as etapas da vida, que favoreçam a prática da atividade física, será determinante na otimização das oportunidades de saúde, segurança, participação e aprendizagem ao longo da vida.
Num estudo publicado recentemente na Revista Mayo Clinic Proceedings (1) – “Physical Activity and Alzheimer Disease: A Protective Association (2) – os investigadores analisaram a incidência do exercício físico e as doenças mentais. A investigação envolveu cerca de 24 000 pessoas, com idades compreendidas entre os 70 e os 80 anos, e visou analisar a relação do exercício físico com o risco de sofrer de Alzheimer. De acordo com a análise efetuada, as pessoas que tinham realizado exercício físico, nos cinco anos anteriores, desenvolviam a doença em cerca de menos 40% do que quem não tinha feito qualquer exercício.
Segundo Amber Watts (3) (Universidade Kansas), “Sabemos que as pessoas que são fisicamente ativas são menos propensas a desenvolver Doença de Alzheimer (DA). Mas também sabemos que, para pessoas que já vivem com DA, a atividade física pode ajudá-los a funcionar melhor, a declinar mais lentamente e ajudá-los com sintomas como a agitação, a deambulação e a insónia”. A OMS recomenda a prática de exercício físico de pelo menos 150 minutos por semana.
A manutenção de um estilo de vida saudável, associado à prática de exercício físico, é determinante para a qualidade de vida, manutenção da autonomia e independência.
Pelos motivos anteriormente elencados, e também porque sou um praticante assíduo da modalidade, fiquei muito entusiasmado com a notícia que me foi dada pela Doutora Teresa Oliveira, Diretora Técnica do Ginásio ForLife (4), de que se realizará no dia 11 de março uma Maratona Solidária de Schwinn Cycling com um duplo objetivo:

I) Alertar a comunidade para os desafios da doença de Alzheimer e outras formas de demência;

II) Angariar fundos para o Centro de Apoio ao Alzheimer de Viseu (CAAV). Dado o tiro de partida, o professor João Soares – Master Instructor Schwinn Cycling – também se disponibilizou, como é seu timbre, para colaborar na organização do evento.

Durante o evento será também apresentada a campanha de sensibilização PEDALAR PARA LEMBRAR que visa disponibilizar uma página de Facebook e um Canal no YouTube onde quem gosta de andar de bicicleta possa registar as suas melhores memórias a pedalar.
Não percamos mais tempo, vamos todos #pedalarparalembrar!!

 

Referências:
1 – www.mayoclinicproceedings.org
2 – www.mayoclinicproceedings.org/article/S0025-6196(16)30173-2/pdf
3 – New findings on physical activity could shape treatment for mild Alzheimer’s Disease (Disponível em: https://news.ku.edu/2016/11/06/new-findings-physical-activity-could-shape-treatment-mild-alzheimers-disease )
4 – www.forlife.pt/Default.aspx

 

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