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À conversa com Santamaria

O tão aguardado momento está a chegar a passos largos. Mais de uma década depois, a banda portuguesa Santamaria regressa a Toronto para abrilhantar a passagem de ano no Renaissance by the Creek. Mas para quem não conseguir esperar pelo dia 31, e face à enorme procura de bilhetes, os portugueses (e não só) podem reservar um lugar num segundo espetáculo agendado para o dia 29 de dezembro.

Para os cinco elementos que fazem parte da banda, “será um gosto, ao final de tantos anos, regressar a essa comunidade maravilhosa” e poder apresentar novos temas e fazer uma viagem nostálgica por velhos sucessos musicais, bem conhecidos de todo o público.

Oportunidade para os Santamaria voltarem a sentir o pulso ao público que vive deste lado do Atlântico e, quem sabe, lançarem as bases para uma tournée pelas comunidades portuguesas emigrantes que têm uma forma muito especial de receber os seus compatriotas. Algo que “seria sempre uma experiência interessante a realizar”, como os próprios admitem.

O último trabalho discográfico da banda portuguesa foi em 2015, um interregno temporal que, de certa forma, foi aproveitado para “organizar ideias” e amadurecer um novo produto final para o consumidor, no caso, o público. Em realidade, o período de espera pode estar a terminar, com a banda a levantar um pouco a ponta do véu: “Haverá, com grande probabilidade, o lançamento de um novo álbum no decorrer do próximo ano comemorativo dos 20 anos de carreira da banda”.

Uma carreira musical “repleta de muitas emoções fortes, umas vezes mais condimentadas do que outras, mas com grande sentido de satisfação e de cumprimento com os objetivos traçados desde o primeiro dia”, como observa a banda. O público, esse, “será sempre uma das alegrias das nossas vidas”.

Os Santamaria, uma banda musical portuguesa, de estilo eurodance, formada em 1998, são os entrevistados especiais da edição de dezembro da revista Amar. A banda é originária do Porto, no norte de Portugal. Com os três primeiros álbuns, venderam mais de 100 mil cópias de cada disco e conquistaram 21 discos de platina e dois de ouro.

O grupo teve sempre muita popularidade pelo país. As músicas são na sua grande maioria destinadas à dança, havendo, contudo, algumas baladas. O nome Santamaria foi ideia de António e Filipa Lemos.

Fotografias © Carla Portugal e Bruno Ferreira

Revista Amar – Como é que os Santamaria estão a preparar o regresso a Toronto?

Santamaria – “Os Santamaria estão neste momento a lançar um novo tema que irão apresentar no concerto em Toronto juntamente, com todos os outros conhecidos de todo o público. Será um gosto, ao final de tantos anos, regressar a essa comunidade maravilhosa.”

Revista Amar – O que é que o público pode esperar do vosso espetáculo, que é uma Passagem de Ano?

Santamaria – “O nosso espetáculo, em geral, é todo ele pautado pela diversão, alegria, energia, cor que serão ideais para um espetáculo como este, o da passagem de ano.”

Revista Amar – É difícil fazer estes espetáculos longe da família?

Santamaria – “Há muitos anos que as nossas famílias se encontram habituadas às nossas ausências em dias especiais. Contudo, não deixa de haver um vazio, pois gostaríamos de juntar a alegria de partilhar o nosso trabalho com o público, tendo por perto quem mais amamos.”

Revista Amar – Habituados ao público nacional, e com um melhor conhecimento do público europeu, como sentem o público das comunidades portuguesas emigrantes?

Santamaria – “As comunidades portuguesas têm uma forma muito especial de receber os seus, o que acontece num clima rodeado de carinho, harmonia e de grande cumplicidade entre todos os portugueses.”

Revista Amar – Como definem a vossa carreira que celebra 20 anos em 2018?

Santamaria“A nossa carreira foi, desde o início, repleta de muitas emoções fortes, umas vezes mais condimentadas do que outras, mas com grande sentido de satisfação e de cumprimento com os objetivos traçados desde o primeiro dia. O público será sempre uma das alegrias das nossas vidas.”

Revista Amar – Os Santamaria são conhecidos pelos estilos musicais como o Euro Dance, Dance Music e Reggae. Mudou alguma coisa na sonoridade dos Santamaria durante estes 20 anos?

Santamaria“A sonoridade dos Santamaria foi-se adaptando à evolução das sonoridades atuais, mas nunca perdeu a essência pela qual o público se apaixonou.”

Revista Amar – Passados estes anos todos, como está o “Euro Dance” em Portugal?

Santamaria – “O Euro Dance, apesar das novas tendências, continua a fazer a diferença, adaptada à atualidade, em Portugal.”

Revista Amar – Grandes bandas dos anos 90 tentaram e experimentaram outros estilos musicais. Alguma vez pensaram em experimentar novas sonoridades e até onde poderia ir o experimentalismo musical?

Santamaria – “Os Santamaria também foram fazendo as suas experiências musicais contudo, as bandas nunca devem esquecer a essência pela qual se deram a conhecer ao grande público. Pensamos que este pormenor terá sido o grande causador da nossa longevidade.”

Revista Amar – No vosso 2.º álbum Sem Limites fizeram um dueto com a cantora dinamarquesa Whigfield. Gostariam de voltar a fazer novas colaborações internacionais?

Santamaria – “A internacionalização da banda sempre foi um aspeto que consideramos muito. Existem alguns grupos e artistas individuais que, pela sua grandiosidade e talento seriam um sonho que gostaríamos de concretizar, mas temos bem presente que muitos sonhos são difíceis de realizar, pela dimensão e meios do nosso país.”

Revista Amar – Na vossa opinião, qual é o principal fator para o vosso sucesso?

Santamaria – “A música será sempre um grande veículo de comunicação entre as pessoas. A nossa ligação ao nosso público sempre foi extremamente forte, o que faz e fará toda a diferença, visto que não existem artistas sem público.”

Revista Amar – Olhando para a vossa Discografia, o último trabalho discográfico foi em 2015. A que se deveu este interregno?

Santamaria – “A criação musical nunca será uma obra feita por empreitada. Por vezes, os silêncios existentes numa carreira são importantes para se organizarem ideias e para ouvirmos bem quem nos ouve, pois o nosso produto final terá sempre um consumidor, neste caso, o público que tanto temos em consideração.”

Revista Amar – No mês de novembro lançaram um novo single, “Não quero Mais”. Fale-nos um pouco da letra?

Santamaria – “Não quero mais (perder)’ foi um tema que demorou algum tempo a construir. Quisemos que fosse especial e, por isso, demos oportunidade a nossa geração direta para fazer uma incursão musical, onde tiveram oportunidade de falarem de sentimentos e perdas que, aos seus olhos, têm uma análise e preponderância diferentes. Em geral, este tema reflete, totalmente, a nossa essência.”

Revista Amar – Para quando o lançamento do novo álbum? E que surpresas estão reservadas para os fãs?

Santamaria – “Haverá, com grande probabilidade, o lançamento de um novo álbum no decorrer do próximo ano comemorativo dos 20 anos de carreira da banda. Ainda não estão definidos todos os parâmetros do mesmo, mas poderão aguardar por surpresas.”

Revista Amar – Uma tournée pelas comunidades portuguesas emigrantes faz parte dos vossos planos?

Santamaria – “Uma tour pelas comunidades portuguesas seria sempre uma experiência interessante a realizar, contudo é uma decisão que não passa inteiramente por nós.”

Revista Amar – Qual é o vosso palco preferido, o fechado (arenas/pavilhões) ou ao ar livre (festivais de verão) e porquê?

Santamaria – “Sem margem para dúvidas, somos e seremos sempre uma banda de concertos ao ar livre. Este sempre foi o nosso palco ideal, onde temos um público com faixas etárias muito variadas e forma de estar e reagir diferentes perante o nosso trabalho.”

Revista Amar – Gostaria de vos convidar a deixar uma mensagem aos leitores da Revista Amar…

Santamaria – “Os Santamaria têm um lema de vida muito particular: “Vivam o presente, aprendam com o passado e nunca deixem de sonhar com o futuro.
O público será sempre uma extensão da nossa família particular.”

 

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