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Prós com contras

Prós com contras

Portugal está na moda.
Desde há uns anos que o turismo se assumiu, definitivamente, como o motor da recuperação económica que os portugueses sentem e os números confirmam.

O mundo já nos conhece e identifica como nação (apesar de ainda haver quem pense que somos apenas uma região de Espanha). Ganhámos o campeonato europeu de futebol, o festival da Eurovisão, o europeu de futsal, temos um português presidente do Eurogrupo, Cristiano Ronaldo continua a ser o melhor do mundo, o Fado ouve-se nos 5 continentes… e temos ainda o clima moderado, os vinhos, as paisagens deslumbrantes e diversas, as praias, o mar e uma história de séculos construída e à vista de todos. Depois temos a gastronomia, a tradicional e a que se renova por artes mágicas de chefes premiados e estrelados. Sabemos receber, somos afáveis e temos cada vez mais gente qualificada, graças aos cursos superiores de turismo que proliferaram nos últimos anos.
E os números aumentam – em 2017 o número de turistas estrangeiros cresceu 12% e alcançou um recorde de 12,7 milhões de pessoas. Lisboa e Porto são cidades cosmopolitas, a fervilhar de dia e de noite. Já há, aliás, quem receie a perda de identidade e a descaraterização que a “invasão” de turistas pode gerar. Mas Portugal está na moda! Multiplicam-se os hotéis, os restaurantes, os alojamentos locais, os hostels, as empresas de turismo de aventura, de animação noturna, a oferta de roteiros… E ainda temos estrelas mundiais a escolher a nossa capital para viver, como é o caso de Madonna.
Eis uma realidade que muitos não suportam. Porque as nossas vitórias geram a muito rasteira inveja, porque somos pequenos, mas sabemos impressionar pela positiva, porque conseguimos superar as nossas fragilidades e, principalmente, porque o nosso sucesso é diretamente proporcional ao insucesso de outros. Temos mais turistas porque conseguimos cativar parte do mercado que se distribuía por outras paragens.
A ameaça para a economia de outros países é séria.

A notícia surgiu recentemente – o Reino Unido lançou um aviso aos seus cidadãos: “A possibilidade de ocorrerem ataques terroristas em Portugal não pode ser excluída. Os ataques podem ser indiscriminados, incluindo nos locais visitados por estrangeiros”.
A história mundial recente tem-nos mostrado que ninguém, nem nenhum país, está imune aos terríveis atentados terroristas. Os locais e os “timings” escolhidos são sempre inesperados e imprevisíveis – a verdade é que se fossem previsíveis, seriam seguramente evitados pelas forças de segurança dos países afetados. Espero que os britânicos nunca possam vir a afirmar que a sua “previsão” estava certa. Prefiro pensar que esta atitude das autoridades da Grã-Bretanha se trata apenas de uma outra forma de terrorismo. Prefiro acreditar que com este “alerta” se tenta apenas destruir a imagem de paz e sossego de um país pequeno, à beira-mar plantado, que descobriu nos últimos anos o caminho do sucesso económico – o turismo.

Kika

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