Acupunctura - A utilidade no tratamento da Doença de Alzheimer - Revista Amar
Saúde Alternativa

Acupunctura – A utilidade no tratamento da Doença de Alzheimer

O Alzheimer caracteriza-se pela perda progressiva das faculdades mentais, causando diminuição da memória, dificuldade de raciocínio e alterações comportamentais. Os processos de memória e pensamento abstrato ficam prejudicados. Algumas características desses distúrbios são:

  • Perda gradual da memória (Sintoma mais evidente e inicial);
  • Declínio no desempenho para tarefas quotidianas;
  • Diminuição do sentido de orientação;
  • Alterações na personalidade;
  • Diminuição da capacidade cognitiva (dificuldade de aprendizagem, na comunicação verbal, no reconhecimento de pessoas e objetos, na execução de tarefas), que compromete seriamente o nível de vida;
  • Sintomas de depressão, regressão, apatia, irritabilidade, desconfiança e impaciência.

Embora existam fatores de risco impossíveis de alterar (idade e genética), existem muitos outros que podem ser modificados e reeducados, como é o caso do consumo excessivo de álcool, da inatividade física e da alimentação desequilibrada que, consequentemente, levam a outros problemas de saúde (obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares).
Desta forma, adotar uma alimentação saudável, praticar exercício físico com regularidade e dormir cerca de 7 a 8 horas por noite, pode funcionar como prevenção na doença de Alzheimer.

Prevenção

  • Consumir fruta e hortícolas ricos em antioxidantes, diariamente;
  • Preferir o consumo de gorduras insaturadas em detrimento das gorduras saturadas;
  • Aumentar a ingestão de peixe, principalmente de peixes gordos;
  • Ingerir, pelo menos, cerca 1,5L de água por dia;
  • Consumir frutos oleaginosos;
  • Dar preferência aos óleos vegetais;
  • Limitar o consumo de alimentos ricos em cobre e alumínio;
  • Incluir as leguminosas e os cereais integrais na alimentação;
  • Moderar o consumo de álcool.

O contributo que a acupuntura pode dar aos portadores da Doença de Alzheimer tem sido pouco explorada. Este facto, está associado a haver um certo desconhecimento por parte de neurologistas, psiquiatras e demais profissionais de saúde sobre as potencialidades deste método no tratamento da doença. A acupuntura é uma importante aliada dos portadores da Doença de Alzheimer. Esta medicina complementar trata sinais e sintomas desta patologia, tais como: esquecimento, fadigas, dificuldade motora, alterações cognitivas, entre outras, o que proporciona uma melhor qualidade de vida aos pacientes. Estimula o hipocampo, região do cérebro relacionada com a memória, assim como alguns neurotransmissores, contribuindo para que haja menos esquecimentos.

Perspetiva da Medicina Chinesa

Para a Medicina Chinesa, a doença de Alzheimer tem a sua etiologia na Deficiência de Qi (Energia) e Xue (Sangue) ou na Insuficiência de Jing (Essência do Rim), os quais levam ao desenvolvimento de Xie Qi (Energia perversa), ou seja, Vento patogénico, Fogo, Mucosidade e Estase de sangue.
Estando instalada no corpo a Energia perversa, esta ascenderá à cabeça, obstruindo os vasos, impedindo que tanto o Yang puro, os Jin Ye (Líquidos Orgânicos) e outros nutrientes sejam levados ao Mar da Medula, dando-se a obstrução dos seus orifícios.

Diferenciação de Síndromes

Segundo a Medicina Chines, os padrões da Doença de Alzheimer são:
Deficiência do Jing (Essência) do rim: Tontura, esquecimento, redução do intelecto, demência;
Deficiência de Xue (sangue) do coração: Palpitação, tontura, sonhos excessivos, diminuição da capacidade mental, esquecimento, rosto pálido ou amarelo pálido, lábios e língua pálidos, pulso fino;
Confusão mental fleumática (relacionado com o baço): Diminuição da consciência, coma, depressão psicótica, ruído de escarro na garganta;
Estase de Xue (sangue) nos meridianos e colaterais com vento interno: Tontura ou vertigem, desmaio repentino, paralisia, fala inarticulada, convulsão, tremor, reação lenta, língua roxa escura ou com pontos roxos, pulso de corda, áspero e irregular.

Ervas Medicinais

A Medicina Chinesa tem utilizado com sucesso algumas plantas medicinais para o tratamento do Alzheimer. Eis alguns exemplos: REN SHEN (Radix Ginseng), DANG SHEN (Radix Codonopsis), SAN Qi (Radix Notoginseng), CHI SHAO (Radix Paeoniae Rubra), WU WEI ZI (Fructus Schisandrae), TIAN MA (Rhizoma Gastrodiae), HUANG Qi (Radix Astragali), CI WU JIA (Radix Acanthopanacis Senticosi), JIAO GU LAN (Gynostemma Pentaphyllum), DAN SHEN ( Radix SalviaeMiltiorrhizae), YI ZHI ( Fructus Alpiniae Oxyphyllae), FU LING (Poria), GE GEN (Radix Puerariae),

Tratamento

Após uma avaliação aprofundada por parte de um terapeuta qualificado em Medicina Chinesa, será estabelecido um diagnóstico de acordo com o paciente e será feita acupunctura sistémica (no corpo) e auricular (orelhas). A acupuntura aumenta o fluxo sanguíneo no sistema nervoso central periférico e central. Estimula as áreas de coordenação motora e da fala, alivia a respiração e no sistema músculo-esquelético diminui o stress e a fadiga.
Na maioria das vezes, conseguem-se ganhos a longo prazo com tratamentos persistentes realizados duas vezes por semana, observando-se melhorias tanto na área cognitiva, que é a parte central afectada pela doença, como na área motora. Durante o tratamento são trabalhados pontos que se localizam entre os cotovelos e as mãos e entre os joelhos e os pés, para além de pontos no couro cabeludo, orelhas e nuca.
O tratamento contínuo e ininterrupto com esta terapia complementar inibe ou suprime os genes patológicos que levam à manifestação de doenças latentes nos nossos genes e dos quais não temos consciência. Promovendo o equilíbrio das funções mentais e orgânicas do nosso corpo, a medicina chinesa diminui ou evita o aparecimento de doenças degenerativas.

E, não se esqueçam… sorriam com saúde!!!

Helena Rodrigues

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