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Os gatos de Ernest Hemingway

Um gato tem honestidade emocional absoluta: os seres humanos, por uma razão ou outra, podem esconder os seus sentimentos, mas um gato não o faz. Ernest Hemingway

Ernest Hemingway ficou eternizado pelas obras que escreveu e que lhe valeram o Prémio Nobel da Literatura em 1954, tornando-o num dos mais influentes autores norte americanos do século XX. Também ficou conhecido por diversas outras facetas, umas mais interessantes, outras menos.

Entre as mais interessantes, e também mais desconhecidas, encontra-se a sua paixão por gatos.
Quando se encontrava a viver em Key West, na Florida, o escritor recebeu como oferta de um capitão de um navio, Stanley Dexter, uma gatinha de seis dedos – uma mutação genética chamada polidactilia que consiste num número anormal de dedos em cada pata, que podem ir até sete.

Hemingway e os filhos, Patrick e Gregory, com gatos bebés
Hemingway e os filhos, Patrick e Gregory, com gatos bebés

Os marinheiros apreciavam particularmente os gatos com polidactilia, pois dizia-se que traziam sorte aos navios, além de controlarem as pragas de roedores a bordo, uma tarefa que os gatos já desempenhavam há vários séculos.

Esta felina com 6 dedos, da raça Maine Coon, foi baptizada com o nome Snowball (em português significa bola de neve). Em 1945, o escritor já tinha em sua casa 23 gatos, todos eles polidáctilos.
Após o suicídio de Hemingway, em 1961, a sua casa na Florida foi transformada num museu para retratar a sua vida e obra – e entre aquilo que o museu preservou estavam os seus gatos.

A sobrinha do escritor, Hilary Hemingway, juntamente com a autora Carlene Fredericka Brennen, escreveram a biografia “Hemingway’s Cats: An Illustrated Biography” (em português “Os Gatos de Hemingway: Uma Biografia Ilustrada”) que relata os detalhes desta especial relação entre Hemingway e os gatos.

Carlos Gandra

Mundo dos Animais

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