Entre a nostalgia e a moda o disco de vinil ressuscitou
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Entre a nostalgia e a moda o disco de vinil ressuscitou

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A paixão está a voltar em força. Apesar do confinamento mundial, 2020 foi um dos melhores anos de sempre para o velhinho LP.

Já não é simples nostalgia, voltou a ser moda. No ano passado, as vendas dos discos de vinil cresceram pelo 15.º ano consecutivo, atingiram quase 30 milhões de álbuns, quando o mercado da música física (CD, cassetes) afunda, pressionado pelo streaming, que representa 80% do negócio. Pela primeira vez em 34 anos, as vendas do vinil ultrapassaram as dos CD no primeiro semestre de 2020.

Em contraciclo com o avanço tecnológico, há artistas da atualidade a gravar em vinil, a reeditar álbuns de sucesso para assinalar datas ou oferecer algo exclusivo. Ainda assim, são os incontornáveis “The Dark Side of The Moon” dos Pink Floyd, “Abbey Road” dos Beatles e “Thriller” de Michael Jackson que continuam a fazer furor, mantendo-se no top de vendas mundiais. As marcas dos produtos de som aproveitam a onda e apostam em gira-discos com aspeto “vintage”, mas de melhor qualidade.

É preciso recuar mais de 70 anos para conhecer a história do disco de vinil. O primeiro LP (Long Play) foi lançado em 1948 pela mão da Columbia Records, com 33 e 1/3 rotações por minuto, 12 polegadas de diâmetro e 45 minutos de som, somando os lados A e B. Um ano depois a editora americana RCA Victor (depois RCA Records) introduziu o EP (Extended Play) com menos capacidade, mas que viria a ser o formato standard para o “single”. Nas décadas de 1980 e 1990, a chegada das cassetes e depois a explosão dos CD arruinaram o negócio. Mas quando muitos já davam o vinil como obsoleto, milhares de fãs por todo o Mundo mantiveram e alimentaram o sonho. Aquele que foi um símbolo de nostalgia dos amantes da música está de volta e com mais vitalidade do que os formatos que o destronaram.

Inês Schrek

NM

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